O mundo caminha para um aumento de 2,6 °C na temperatura média global até 2100, caso os países cumpram os compromissos climáticos atuais. O alerta está em um relatório divulgado nesta quarta-feira (21/10) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
A projeção está acima das metas do Acordo de Paris, que prevê limitar o aquecimento global a bem menos de 2 °C e buscar um limite de 1,5 °C em relação aos níveis anteriores à industrialização. Segundo o documento, décadas de medidas insuficientes tornaram muito mais difícil alcançar essa meta.
O relatório também aponta que as emissões globais de gases de efeito estufa permaneceram próximas dos níveis recordes de 2024. Entre os maiores emissores, Estados Unidos, China e Indonésia registraram aumento nas emissões em 2025. Nos Estados Unidos, a alta foi impulsionada principalmente pelo crescimento da demanda por eletricidade e pelo uso de carvão na geração de energia.
De acordo com a ONU, o aumento da temperatura intensifica os riscos de ondas de calor, incêndios florestais, inundações e outros eventos climáticos extremos. Para tentar limitar o aquecimento a 1,5 °C até o fim do século, seria necessário reduzir imediatamente as emissões em cerca de 6% ao ano até 2035, além de ampliar o uso de energias renováveis e combater o desmatamento.
O documento também alerta para os possíveis efeitos do El Niño, fenômeno natural que influencia as temperaturas e o regime de chuvas. A Organização Meteorológica Mundial prevê que o episódio atual pode atingir intensidade excepcional no fim de 2026, aumentando os riscos de secas e inundações em diferentes regiões do planeta. A ONU defende medidas preventivas para proteger as populações mais vulneráveis.






