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Movimentos sociais estendem bandeira nos Arcos da Lapa cobrando abertura dos sigilos de Flávio Bolsonaro

Bandeirão contém imagens do senador e de Daniel Vorcaro

reprodução

Um dos cartões-postais mais conhecidos do Rio de Janeiro se transformou em palco de uma manifestação política na manhã desta quarta-feira (21). Movimentos sociais estenderam um bandeirão nos Arcos da Lapa para cobrar a abertura dos sigilos bancário e telefônico do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. O protesto ocorre a quatro dias do segundo turno das eleições.

A faixa exibiu imagens do parlamentar e do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, acompanhadas da mensagem: “O Brasil tá pedindo: #AbreOSigiloFlávio”.

A mobilização começou por volta das 6h e reuniu integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Frente Brasil Popular, da Frente Povo Sem Medo e do Comitê dos Comitês de Luta Rio.

Segundo os organizadores, o objetivo é ampliar a pressão pública para que Flávio autorize a divulgação de informações financeiras e telefônicas, diante de questionamentos sobre suas relações empresariais.

Manifestantes associam cobrança a suspeitas financeiras
A manifestação faz parte de uma campanha que busca colocar a transparência patrimonial e financeira no centro do debate eleitoral.

Os participantes defendem que a divulgação voluntária dos dados ajudaria a esclarecer suspeitas levantadas contra o senador e permitiria aos eleitores avaliar informações sobre sua trajetória empresarial.

Presente no protesto, Tezeu Bezerra, coordenador do Comitê dos Comitês de Luta Rio e vice-presidente do PT-RJ, afirmou que Flávio Bolsonaro deveria seguir o exemplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que anunciou a disposição de apresentar seus sigilos bancário e telefônico à Justiça Eleitoral.

“A família Bolsonaro usou o filme Dark Horse e as ligações com Vorcaro para receber milhões de reais. A revelação de que Flávio Bolsonaro é sócio oculto do empresário Willer Tomaz na empresa de apostas Best Bet, usada para lavagem de dinheiro, só reforça a importância de transparência. Ele é acusado de usar uma empregada doméstica para lavar dinheiro de 14 empresas e querer se eleger para livrar a ele e ao sócio da Justiça. O presidente Lula abriu o sigilo. Ele não pode seguir candidato sem fazer o mesmo. Queremos saber: ele tem medo de quê?”, indaga Bezerra.

MTST quer esclarecimentos antes da votação
O coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo, Gabriel Siqueira, também participou da mobilização e defendeu que os questionamentos sejam esclarecidos antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

Para ele, os eleitores precisam conhecer não apenas as propostas dos candidatos, mas também as acusações que envolvem suas atividades financeiras e empresariais.

“Nós temos denúncias em série contra o candidato do PL. A sociedade tem direito de saber em quem vai votar. E ele diz que vai passar a tesoura nos programas sociais, limitar o Bolsa Família, cortar recursos da saúde e tomar diversas medidas que vão afetar a população mais pobre. Os eleitores e eleitoras precisam conhecer as ligações espúrias de Flávio Bolsonaro antes de ir às urnas”, afirma Siqueira.

Além da cobrança pela abertura dos sigilos, os manifestantes criticaram possíveis mudanças nas políticas sociais em uma eventual administração de Flávio Bolsonaro.