O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), convocou seus apoiadores para uma ofensiva digital na reta final da campanha para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Em uma transmissão ao vivo de 20 minutos realizada nesta segunda-feira (12), o parlamentar pediu que os eleitores intensifiquem a busca por votos e aceitem correr “mais riscos” ao compartilhar opiniões políticas nas plataformas digitais.
A declaração ocorre em um momento de forte embate jurídico entre as campanhas. O comitê de Flávio acionou a Justiça Eleitoral para tentar suspender o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, uma ferramenta que reúne milhões de seguidores e é utilizada para a mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O fator “Janones” e o parecer do TSE
O canal de transmissão alvo da disputa foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) para centralizar a distribuição de conteúdo políticos da esquerda. A campanha do Partido Liberal (PL) alega que a ferramenta tem sido utilizada para disseminar informações irregulares. Janones nega as acusações.
Nesta segunda-feira, o embate ganhou um novo capítulo: a assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu um parecer informando que, até o momento, não foram identificadas publicações de notícias falsas na plataforma desde o encerramento do primeiro turno.
“Tomem um pouquinho de risco”, diz senador
Ignorando o receio de influenciadores e eleitores comuns sobre possíveis bloqueios, suspensões ou banimentos de contas pelas plataformas digitais, Flávio Bolsonaro cobrou uma postura mais agressiva de sua militância na internet.
“Ninguém está tomando mais risco do que eu nessas eleições. Então, você toma um pouquinho de risco também. Estou te pedindo”, declarou o senador durante a transmissão.
Além do engajamento digital, o candidato do PL traçou a estratégia para os próximos dias, afirmando que a disputa presidencial segue totalmente em aberto. Flávio orientou os eleitores a focarem em três frentes presenciais e virtuais: a abordagem direta a pessoas indecisas, o convencimento de cidadãos que votaram em outros candidatos na primeira fase do pleito e a mobilização ativa para reduzir a abstenção de quem não compareceu às urnas no início do mês.






