O Ministério Público Eleitoral (MPE) deu parecer favorável ao pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. A manifestação foi encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ter impacto direto no resultado da eleição.
O parecer foi assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, e enviado ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo. A defesa de Garotinho havia protocolado o pedido de desistência um dia antes.
Com a desistência, os votos recebidos por Garotinho devem ser anulados, já que sua candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral. O MPE entende que não há prejuízo em aceitar o pedido, mesmo diante da orientação do TSE que, em geral, não permite a desistência de recursos depois da realização da eleição.
Segundo o vice-PGE, o caso de Garotinho apresenta uma situação específica. Isso porque, mesmo que o TSE não aceite a desistência e decida manter o indeferimento da candidatura, o resultado prático seria o mesmo: os votos atribuídos ao candidato seriam anulados.
A retirada desses votos pode alterar o resultado da disputa pelo governo do Rio. Com a nova contagem, Douglas Ruas (PL) pode alcançar o percentual necessário para ser eleito no primeiro turno, sem a necessidade de disputar uma segunda votação contra Eduardo Paes (PSD).
Agora, o TSE precisa analisar o parecer do Ministério Público Eleitoral e decidir se aceita formalmente a desistência de Garotinho. A decisão poderá definir se a eleição para o governo do Rio termina no primeiro turno.






