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Justiça adia decisão sobre pedido do Vasco para jogar no Maracanã contra o Boca Juniors

Administradora do estádio terá 48 horas para se manifestar; processo ficará suspenso por até 20 dias após o prazo

Foto: Lord / Maracanã

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Fla-Flu Serviços S.A., administradora do Maracanã, se manifeste em até 48 horas sobre o pedido do Vasco para utilizar o estádio na partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana.

A decisão foi tomada pela juíza Adriana Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, e publicada nesta sexta-feira (02/10). Após o prazo para a manifestação da administradora, o processo deverá ficar suspenso por 20 dias.

Segundo a magistrada, o assunto já é discutido em outra ação judicial apresentada por um torcedor vascaíno no fim de setembro. Embora os processos tenham argumentos diferentes, ambos tratam da possibilidade de o clube utilizar o Maracanã. A juíza avaliou que o andamento simultâneo das ações poderia gerar decisões conflitantes.

O Vasco recorreu à Justiça após ter o pedido para utilizar o estádio negado pela administração do Maracanã, formada por Flamengo e Fluminense. Esta é a terceira negativa recebida pelo clube neste ano. Antes, o consórcio já havia recusado solicitações para partidas contra Vitória e Palmeiras pela Copa do Brasil.

A prioridade da diretoria vascaína é mandar o confronto contra o Boca Juniors em São Januário. No entanto, o clube busca alternativas porque o regulamento da Conmebol exige estádios com capacidade mínima de 30 mil lugares para as semifinais da competição.

Além do Maracanã, o Estádio Nilton Santos também aparece como uma das opções avaliadas pelo Vasco para receber a partida marcada para o dia 20 de outubro.