A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acompanha desde 2019 episódios relacionados a ataques e questionamentos à devoção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. A informação foi divulgada pela jornalista Daniela Lima, do UOL.
Segundo a reportagem, o monitoramento inclui casos de ataques a templos religiosos e manifestações contra diferentes tradições de fé. A preocupação também estaria relacionada ao uso de símbolos religiosos em disputas políticas e à circulação de conteúdos sobre a devoção católica.
O tema voltou ao debate após críticas feitas pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à CNBB. O parlamentar afirmou que a entidade teria participado da divulgação de informações falsas relacionadas ao seu nome e ao debate religioso durante o período eleitoral.
Em nota divulgada no domingo (27/09), a CNBB negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de informações falsas. A entidade afirmou que não integra partidos políticos nem campanhas eleitorais e que suas manifestações são baseadas em princípios ligados à dignidade humana, ao bem comum, à democracia e à liberdade de consciência.
A discussão também envolve um projeto de lei apresentado em 2007 que propunha alterar a referência a Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. A proposta foi rejeitada e arquivada pela Câmara dos Deputados em 2008, mas voltou a ser citada recentemente nas redes sociais e no debate político.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deve analisar a controvérsia envolvendo a remoção de publicações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida. O julgamento deverá discutir temas como liberdade religiosa, atuação da Justiça Eleitoral e a retirada de conteúdos das plataformas digitais durante o período eleitoral.
A polêmica reúne questões religiosas, políticas e jurídicas, incluindo a circulação de informações nas redes sociais, o uso de símbolos religiosos no debate público e os limites para a remoção de conteúdos na internet.






