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AGU pede ao STF prazo de 72 horas para se manifestar sobre MP que proíbe bets

Pedido foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator das ações que tratam das apostas no STF

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (28), prazo de 72 horas para que a Presidência da República e o próprio órgão se manifestem sobre ações relacionadas às regras do setor de apostas esportivas e jogos online.

O pedido foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator das ações que tratam das apostas no STF. Segundo a AGU, o requerimento tem caráter exclusivamente processual e não representa uma posição sobre o mérito das ações.

Mais cedo, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram ao ministro a suspensão dos efeitos da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que determina a interrupção da exploração, oferta, intermediação e publicidade de loterias de aposta de quota fixa e de jogos online no Brasil.

As entidades solicitam que a medida seja suspensa até a conclusão da análise pelo Congresso Nacional ou até o julgamento do mérito do pedido pelo STF.

Segundo as organizações, a MP produz efeitos imediatos que podem ser irreversíveis e não teria demonstrado a urgência necessária para sua aplicação. As entidades também questionam o cronograma previsto para o desligamento das plataformas autorizadas.

Pelas regras estabelecidas na medida provisória, sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar em 6 de outubro.

As associações também argumentam que a MP entra em conflito com a legislação aprovada em 2023, por meio da Lei 14.790/2023, que regulamentou as apostas de quota fixa no país.

Agora, caberá ao ministro Luiz Fux analisar o pedido de prazo apresentado pela AGU antes de decidir sobre os pedidos de suspensão feitos pelas entidades do setor.