Santa Casa do Rio oferece exames gratuitos no Outubro Rosa
Rio de Janeiro
Santa Casa do Rio oferece exames gratuitos no Outubro Rosa
Bets: por que a casa quase sempre sai ganhando?
Brasil
Bets: por que a casa quase sempre sai ganhando?
Governo Lula anuncia proibição de bets e cassinos online
Destaque
Governo Lula anuncia proibição de bets e cassinos online
Caixa começa a pagar valores esquecidos do antigo PIS/Pasep
Economia
Caixa começa a pagar valores esquecidos do antigo PIS/Pasep
TSE libera download do e-Título no dia da votação
Brasil
TSE libera download do e-Título no dia da votação
Conta de luz fica mais barata em outubro com bandeira verde
Economia
Conta de luz fica mais barata em outubro com bandeira verde
Por unanimidade, Conselho do MPF mantém Gonet no caso Master
Brasil
Por unanimidade, Conselho do MPF mantém Gonet no caso Master

Mendonça mantém sigilo sobre decisão que negou nova operação contra Cláudio Castro

Ministro do STF rejeitou pedido da Polícia Federal para novas buscas no caso Banco Master, mesmo após parecer favorável da PGR

Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve sob sigilo parte da investigação sobre o caso Banco Master que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) pelo jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, Mendonça negou, em julho, um pedido da Polícia Federal para realizar uma nova operação de busca e apreensão contra Castro. A medida também tinha parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação apura suspeitas relacionadas à aplicação de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, Cláudio Castro teria tido participação política relevante na viabilização dos investimentos.

A primeira fase da operação foi realizada em maio, quando agentes cumpriram mandados de busca na residência do então governador, na Barra da Tijuca. Depois disso, a PF solicitou novas diligências em outros endereços, incluindo um imóvel em Petrópolis e uma sala comercial no Centro do Rio, onde teria sido observada movimentação considerada suspeita.

Ao analisar o pedido, Mendonça entendeu que não havia elementos suficientes para autorizar novas buscas. O ministro argumentou que medidas desse tipo precisam estar fundamentadas em indícios concretos e não podem ser usadas para uma investigação ampla sobre a vida do investigado.

Outro ponto citado na investigação é uma diferença nos prazos de análise de pedidos envolvendo Cláudio Castro e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Um relatório da PF apontou que uma solicitação relacionada a Castro levou cerca de 74 dias para ser analisada, enquanto uma medida envolvendo Wagner foi decidida em nove dias. O próprio documento, no entanto, ressalta que a comparação é limitada e não considera fatores como a complexidade dos casos e o tempo de análise pela PGR.

Mendonça nega qualquer favorecimento e afirma que suas decisões seguem critérios técnicos e os elementos apresentados nos processos. O gabinete do ministro informou que o sigilo foi mantido porque novas diligências ainda podem ser solicitadas caso surjam novos fatos na investigação.