Quase metade das entrevistas familiares para doação de órgãos no Brasil terminou em negativa em 2025. Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a taxa de recusa foi de 45%. O dado marca a chegada do Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação, e reforça a necessidade de esclarecer dúvidas sobre o processo, desde a autorização da família até a escolha de quem receberá o órgão.
No Brasil, a autorização para a retirada de órgãos de uma pessoa falecida depende da família. Por isso, comunicar em vida o desejo de ser doador pode ajudar a tornar essa decisão mais clara em um momento de grande fragilidade emocional.
Como funciona a fila do transplante
A chamada fila não funciona como uma sequência fixa em que quem chegou primeiro será necessariamente o primeiro a receber um órgão. A distribuição de órgãos de doadores falecidos segue regras do Sistema Nacional de Transplantes, com atuação das centrais de transplantes e critérios específicos para cada órgão.
O paciente é inscrito por uma equipe médica autorizada. Quando surge um doador, a seleção considera fatores como compatibilidade, gravidade, urgência e tempo de espera, conforme as regras aplicáveis. Isso significa que a prioridade pode mudar de acordo com a condição clínica do paciente e as características do órgão disponível. Os pacientes também podem acompanhar sua situação pelos canais oficiais.
Quem pode ser doador de órgãos?
Outra dúvida frequente envolve os critérios para a doação. No caso de potenciais doadores falecidos, a possibilidade de aproveitamento dos órgãos depende de uma avaliação médica e das condições clínicas da pessoa. A idade ou a existência de determinadas doenças, portanto, não significam automaticamente que alguém esteja impossibilitado de doar.






