STF mantém Ficha Limpa para condenações antigas por homicídio e crime sexual
Política
STF mantém Ficha Limpa para condenações antigas por homicídio e crime sexual
AtlasIntel aponta empate entre Lula e Flávio no Rio no 1º e 2º turnos
Política
AtlasIntel aponta empate entre Lula e Flávio no Rio no 1º e 2º turnos
Quaest mostra Paes com 36% e Ruas chega a 23% na disputa pelo governo do Rio
Destaque
Quaest mostra Paes com 36% e Ruas chega a 23% na disputa pelo governo do Rio
STF iguala licença-maternidade para mães biológicas e adotivas
Brasil
STF iguala licença-maternidade para mães biológicas e adotivas
Governo do Rio autoriza concurso do Inea com 150 vagas
Estado
Governo do Rio autoriza concurso do Inea com 150 vagas
Brasil tem dois representantes entre indicados ao Emmy Internacional 2026
Entretenimento
Brasil tem dois representantes entre indicados ao Emmy Internacional 2026
Pesquisa AtlasIntel mostra Paes com 45,7% e Ruas com 32,4% no Rio
Política
Pesquisa AtlasIntel mostra Paes com 45,7% e Ruas com 32,4% no Rio

Justiça determina que consórcio mantenha serviços nas unidades do Poupatempo na Baixada

Decisão impede a interrupção dos trabalhos nas agências de Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti

reprodução

A Justiça do Rio, por meio da 13ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, acatou, nesta quarta-feira (16/09), o pedido de tutela provisória de urgência requerida pelo Governo do Rio, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ), determinando que as empresas integrantes do Consórcio RJ Cidadão se abstenham de suspender, interromper ou reduzir a prestação dos serviços do Programa Poupatempo RJ. A decisão se aplica para as unidades de Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti, e impede a paralisação anunciada pelo consórcio na última semana sob pena de multa diária de R$ 200 mil por unidade em que se verificar o descumprimento.

O consórcio havia comunicado ao Governo do Rio, por meio de notificação extrajudicial, que suspenderia a execução de um contrato firmado em 2023, caso não houvesse a quitação do saldo contratual em aberto. No entanto, uma auditoria estadual identificou uma série de irregularidades na contabilização e no pagamento dos serviços prestados aos cidadãos fluminenses.

O Estado viu graves divergências entre os quantitativos de atendimentos apresentados pelo consórcio e os números efetivamente comprovados pelos órgãos parceiros do programa. Apenas no mês de junho de 2026, por exemplo, o consórcio declarou ter realizado 845.086 atendimentos, enquanto os órgãos estaduais validaram apenas 261.783. O contrato firmado prevê o pagamento de R$ 24,20 (vinte e quatro reais e vinte centavos) por atendimento. Com isso, a diferença entre os valores cobrados e os efetivamente pagos, somente em junho, é da ordem de R$ 15 milhões.

Na decisão, a juíza Alessandra Cristina Tufvesson de Campos Melo destacou que os documentos apresentados pelo Estado revelam que os atestos relativos às competências cobradas não permanecem íntegros, havendo dúvida relevante sobre a própria liquidação e, consequentemente, sobre a existência e a extensão dos pagamentos devidos.

A decisão também considerou o risco de dano à população. A paralisação atingiria simultaneamente três unidades que prestam serviços públicos de relevante interesse social, como identificação civil, habilitação e veículos, trabalho e emprego, assistência social e defesa do consumidor. A interrupção abrupta, segundo a juíza, repercutiria sobre milhares de usuários, inclusive pessoas com atendimento previamente agendado, além de produzir consequências dificilmente reparáveis por decisão posterior.

O consórcio responsável pelo serviço nos enviou uma nota, esclarecendo alguns pontos sobre as medidas.

 

NOTA DE POSICIONAMENTO

O Consórcio RJ Cidadão respeita a decisão judicial proferida nesta quarta-feira (16/09) e seguirá assegurando a continuidade dos serviços nas unidades do PoupaTempo RJ sob sua responsabilidade. Em 14 de setembro, o Consórcio protocolou pedido de perícia sobre as conclusões de auditoria divulgadas pelo Governo do Estado, uma vez que não teve acesso à metodologia, à base de dados, aos procedimentos de verificação técnica e aos resultados que fundamentaram os apontamentos apresentados.

O Consórcio ressalta ainda que o Governo do Estado permanece inadimplente pelos serviços prestados entre abril e julho de 2026, com cerca de R$ 57,28 milhões em pagamentos pendentes há aproximadamente 120 dias. Mesmo diante da ausência de previsão para a regularização dos valores, os serviços seguem sendo prestados integralmente nas três unidades, sem interrupção ou redução do padrão de atendimento, com média de até 42 mil atendimentos por dia e 657 colaboradores mantidos com recursos próprios.

O Consórcio reafirma seu compromisso com a população e continuará adotando as medidas administrativas e judiciais cabíveis para preservar seus direitos e assegurar a apuração dos valores devidos com base em dados verificáveis, critérios transparentes e contraditório entre as partes.