Rua da Carioca ganha primeiro polo cervejeiro do Rio
Rio de Janeiro
Rua da Carioca ganha primeiro polo cervejeiro do Rio
Copom reduz taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano
Economia
Copom reduz taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano
Pesquisa AtlasIntel mostra Lula a frente de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto no primeiro turno
Política
Pesquisa AtlasIntel mostra Lula a frente de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto no primeiro turno
Vacinação Antirrábica chega às zonas Norte e Sudoeste do Rio neste sábado (19)
Rio de Janeiro
Vacinação Antirrábica chega às zonas Norte e Sudoeste do Rio neste sábado (19)
Radar de velocidade média será testado na Ponte Rio-Niterói
Estado
Radar de velocidade média será testado na Ponte Rio-Niterói
Seis em cada dez moradores de grandes capitais fazem ‘bicos’ para completar a renda
Brasil
Seis em cada dez moradores de grandes capitais fazem ‘bicos’ para completar a renda
Candidatos ao Governo do Rio fazem campanha na capital, Baixada e São Gonçalo nesta quinta
Política
Candidatos ao Governo do Rio fazem campanha na capital, Baixada e São Gonçalo nesta quinta

Ex-procurador do Rio Metrópole é preso novamente após novas acusações

Análise de celular apreendido teria revelado indícios de pagamentos e novas suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público

Foto: Reprodução

O ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole (IRM), Marcelo Lopes da Silva, foi preso novamente na tarde desta quarta-feira (16/09), durante o cumprimento de um novo mandado de prisão preventiva. Ele foi encontrado em casa, na Lagoa, na Zona Sul do Rio, no âmbito das investigações da Operação Ouroboros.

Marcelo já havia sido preso em julho, quando a operação foi deflagrada para investigar suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos no IRM. A prisão preventiva foi posteriormente revogada por decisão judicial em habeas corpus.

A primeira fase da investigação resultou na denúncia de 11 pessoas e apura um esquema que, segundo o Ministério Público, teria movimentado R$ 86,28 milhões em contratos do instituto.

 

Celular teria revelado novos indícios

A nova prisão foi determinada após a análise do celular apreendido com Marcelo. Segundo o Ministério Público, o aparelho revelou novos indícios de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação, Marcelo teria orientado a então companheira, Thays Pinho Carneiro da Silva, a abrir uma empresa que seria contratada pela Engeconsult, empresa que mantinha contratos milionários com o Instituto Rio Metrópole. O acordo previa pagamentos de R$ 30 mil por supostos serviços administrativos.

Para o Ministério Público, a empresa teria sido usada para ocultar o pagamento de uma suposta vantagem indevida ao então agente público. Mensagens recuperadas no celular também indicariam que Marcelo teria pedido que as negociações não fossem registradas por escrito.

Os investigadores afirmam ainda que conversas encontradas no aparelho apontam uma suposta atuação do ex-procurador para liberar pareceres de interesse do grupo, interferir em documentos e evitar que determinadas questões chegassem aos órgãos de controle.

 

Denúncia contra ex-procurador é ampliada

Segundo o Ministério Público, mesmo após deixar a Procuradoria do IRM, em junho, Marcelo teria continuado à disposição do grupo investigado.

Com os novos elementos encontrados no celular, a denúncia contra ele foi ampliada e passou a incluir seis acusações de corrupção passiva e seis de lavagem de dinheiro.

Hélio Augusto Machado Pessôa, representante da Engeconsult, também passou a responder, segundo a investigação, por seis novos crimes de lavagem de dinheiro.

Na primeira fase da Operação Ouroboros, o Ministério Público já apontava Marcelo como responsável por pareceres jurídicos que teriam dado respaldo a contratações e reajustes considerados irregulares pelos investigadores. A Engeconsult está entre as empresas citadas na apuração.

A empresa já afirmou anteriormente que desconhecia o teor das investigações e negou a prática de irregularidades.

As novas acusações ainda serão analisadas pela Justiça. Os denunciados têm direito à defesa e à presunção de inocência durante o processo.