PF investiga fraude de mais de R$ 62 milhões em transporte escolar de Caxias
Estado
PF investiga fraude de mais de R$ 62 milhões em transporte escolar de Caxias
Cinco pessoas são presas em operação contra o Terceiro Comando Puro em Nova Iguaçu
Baixada Fluminense
Cinco pessoas são presas em operação contra o Terceiro Comando Puro em Nova Iguaçu
Cinelândia recebe Encontro de Cinema Negro com viradão e show
Rio de Janeiro
Cinelândia recebe Encontro de Cinema Negro com viradão e show
Adolescente é morto a facadas ao tentar proteger colega durante assalto em São João de Meriti
Rio de Janeiro
Adolescente é morto a facadas ao tentar proteger colega durante assalto em São João de Meriti
Rio inicia capacitação da primeira turma de mulheres maquinistas
Rio de Janeiro
Rio inicia capacitação da primeira turma de mulheres maquinistas
Detran-RJ interdita dois ferros-velhos irregulares em São Gonçalo
Região Metropolitana
Detran-RJ interdita dois ferros-velhos irregulares em São Gonçalo
Presidenciáveis já gastaram R$ 151 milhões na corrida pelo 1º turno
Política
Presidenciáveis já gastaram R$ 151 milhões na corrida pelo 1º turno

Cármen Lúcia critica descrença nas instituições e defende busca pelo acerto

Ministra do STF afirmou que servidores públicos têm o dever de buscar soluções corretas e defendeu mecanismos de controle interno

Foto: Reprodução/TV Justiça

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (16/09) que a democracia depende da confiança da população nas instituições. A declaração foi feita um dia após uma sessão marcada por divergências entre ministros da Corte.

Durante participação virtual em um encontro nacional sobre controle interno, promovido pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), Cármen Lúcia lamentou o que chamou de um momento de “descrença e desânimo” com a administração pública.

Segundo a ministra, os agentes públicos podem cometer erros, mas devem ter como obrigação a busca pelo acerto e pelo cumprimento das regras. Para ela, esse comportamento é necessário para preservar a confiança da população nas instituições.

Cármen também afirmou que desconfia de governantes e administradores públicos que questionam a importância dos mecanismos de controle interno. Na avaliação dela, esses instrumentos ajudam a garantir que as leis e os objetivos das instituições sejam cumpridos.

A declaração ocorreu um dia depois de uma sessão extraordinária do STF que analisou um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A sessão terminou sem uma decisão sobre a abertura de investigação e foi marcada por divergências entre os ministros. Cármen Lúcia afirmou durante o julgamento que estava “profundamente triste” com a situação e disse que o episódio havia provocado um “mal-estar cívico” no país.

A ministra também criticou o que classificou como “espetacularização” da sessão e afirmou que o debate acabou se afastando do tema que deveria ser analisado pelo Supremo.

As declarações desta quarta-feira foram feitas em um contexto de crise interna no STF, após o julgamento que envolveu os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo a CNN, o presidente da Corte, Edson Fachin, e Cármen Lúcia vêm buscando diálogo entre os integrantes do tribunal após os conflitos da sessão de terça-feira.