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Polícia Civil deflagra operação interestadual contra rede nacional de celulares roubados

Ação mira organização criminosa que utilizava o fluxo postal nacional para abastecer o mercado clandestino de eletrônicos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Rastreio. A ação é considerada a maior iniciativa da instituição para combater a receptação e a distribuição de celulares roubados e furtados no país. A megaoperação ocorre simultaneamente em 10 estados brasileiros, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que utilizava o fluxo postal nacional para abastecer o mercado clandestino de eletrônicos.

Até o momento, os agentes prenderam três homens em flagrante. A operação também cumpre 41 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar o esquema. A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), e os agentes contam com o apoio das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Pernambuco.

Segundo as investigações, os aparelhos eram roubados e furtados nas grandes cidades do Rio de Janeiro. Em seguida, os criminosos utilizavam serviços de encomendas dos Correios para enviar os telefones a receptadores de outras regiões. A polícia informou que a estratégia de pulverizar os envios por transportadoras públicas tinha um propósito claro, pois os suspeitos tentavam dificultar a fiscalização estadual e expandir o alcance do comércio ilícito.

A investigação começou após um trabalho conjunto de inteligência entre a DRCPIM e a Receita Federal. Durante o monitoramento, os fiscais e policiais interceptaram 30 encomendas postais que continham 65 celulares usados. A perícia técnica analisou os aparelhos apreendidos e confirmou a origem criminosa, constatando que a maior parte estava com o IMEI bloqueado pela Anatel ou constava formalmente em registros de roubo e furto. A partir dos dados dos destinatários dessas faturas e pacotes, a Polícia Civil mapeou a rota logística da quadrilha e identificou os principais líderes do esquema.

A Polícia Civil destaca que o comércio interestadual desses aparelhos funciona como o motor financeiro para os assaltos armados e furtos urbanos. Ao fechar o cerco contra os receptadores, a instituição visa sufocar a viabilidade econômica desse crime. Todos os novos celulares apreendidos nesta quinta-feira passam por auditoria digital imediata para rastrear os proprietários originais. As diligências continuam em andamento para identificar o restante da cadeia criminosa, que inclui desde os fornecedores de rua até os grandes distribuidores do mercado paralelo.