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5 anos depois, Flamengo ainda cobra R$ 1,8 milhão de Guerrero na Justiça

Clube pede a devolução de parte do pagamento de direitos de imagem que fez ao atleta. Nos 5 anos de contrato, o valor total foi de R$ 16 milhões.
Foto: Divulgação

A torcida do Flamengo revê nesta noite de quarta-feira no Maracanã um dos jogadores que representou a pujança financeira do clube da Gávea. Hoje com 39 anos, Paolo Guerrero disputa posição no ataque do Racing para enfrentar o Rubro-Negro na partida desta noite na Libertadores.

Nos tribunais, em processo que corre desde 2018 na 9ª Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, os representantes de Guerrero lutam contra o Flamengo, que pede a devolução de R$ 1,8 milhão por pagamento de direitos de imagem.

O caso remete à suspensão de Guerrero às vésperas da Copa do Mundo de 2018. Em novembro de 2017, o jogador peruano foi suspenso pela Fifa pelo resultado do exame antidoping. Ele havia ingerido chá com metabólico da cocaína, em jogo do Peru nas Eliminatórias da Copa da Rússia. O jogador ficou de fora do final da temporada pelo Flamengo, perdendo, inclusive, a final da Sul-Americana.

Depois da separação definitiva em 2018 – o último “caô”, como cantavam os rubro-negros em momento de recepção ao jogador que veio muito valorizado depois de ser campeão do mundo no Corinthians -, o Flamengo foi à Justiça para cobrar parte do pagamento de total de R$ 16 milhões previstos em contrato de cinco anos. O cálculo de R$ 1,8 milhão do Flamengo é pelo período de cerca de 120 dias sem poder explorar a imagem de Guerrero.

Os advogados do Rubro-Negro defendem no processo que o jogador foi negligente ao ingerir o chá. Desta forma, prejudicou a exploração da imagem do atleta prevista em contrato entre a empresa de Guerrero e o clube. A criação da empresa é artifício comum entre os atletas para recebimento de direitos de imagem, o que corresponde até 40% dos vencimentos totais de jogadores.

O processo corre na 9ª Vara Cível desde 2018. Num primeiro momento, o Flamengo precisou recorrer para que o caso fosse analisado na Justiça comum, pois havia dúvidas sobre se a instância correta do processo não seria na esfera trabalhista. Já houve recursos dos dois lados e agora o caso está entregue para a sentença, segundo última decisão de meados de abril pela juíza Françoise Picot.

Depois da despedida do Flamengo em 2018, Guerrero defendeu ainda o Internacional e o Avaí no futebol brasileiro, antes de se transferir para o Racing. Na ocasião da suspensão, o jogador peruano pegou gancho de 14 meses, reduzidos depois em seis meses, o que lhe tornou apto a disputar o Mundial da Rússia. A seleção do Peru foi eliminada na primeira fase, com duas derrotas e uma vitória – Guerrero marcou um gol contra a Austrália, na vitória por 2 a 0.

Pelo Racing, Guerrero tem 18 jogos – 10 deles como titular. Ele marcou três gols e deu uma assistência. Pelo Flamengo, Guerrero conquistou seu último título da carreira. O Campeonato Carioca de 2017 – quando marcou um dos gols na decisão contra o Fluminense.