Ouça agora

Ao vivo

Dia Mundial sem Tabaco é lembrado em Macaé
Norte Fluminense
Dia Mundial sem Tabaco é lembrado em Macaé
Maratona do Rio 2024 começa nesta quinta-feira com recorde de inscritos
Rio de Janeiro
Maratona do Rio 2024 começa nesta quinta-feira com recorde de inscritos
Prefeitura de Maricá divulga programação de Corpus Christi
Maricá
Prefeitura de Maricá divulga programação de Corpus Christi
Paraty e Angra dos Reis recebem lançamento de livro sobre a Costa Verde
Angra dos Reis
Paraty e Angra dos Reis recebem lançamento de livro sobre a Costa Verde
Prazo para adesão ao Desenrola Fies é prorrogado até 31 de agosto
Destaque
Prazo para adesão ao Desenrola Fies é prorrogado até 31 de agosto
Estudantes de Caxias ganham nova escola municipal bilíngue
Baixada Fluminense
Estudantes de Caxias ganham nova escola municipal bilíngue
Ocupação hoteleira na Região dos Lagos deve ultrapassar os 75% durante o feriadão de Corpus Christi
Costa do Sol
Ocupação hoteleira na Região dos Lagos deve ultrapassar os 75% durante o feriadão de Corpus Christi

Comissão de Segurança Alimentar da Alerj defende contratação de mais nutricionista pelo estado

Rio possui apenas duas especialistas em nutrição, mas a necessidade é de 270 profissionais dessa área para atender à demanda de mais de mil escolas públicas estaduais.
Foto: Reprodução

A Comissão de Segurança Alimentar, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), irá fazer ações junto ao Governo do Estado no sentido de resolver a questão da contratação de nutricionistas para a rede estadual de ensino. Este foi um dos principais encaminhamentos propostos em audiência pública, realizada nesta quinta-feira (22), na sede do Parlamento fluminense, para debater sobre os desafios da alimentação escolar. De acordo com a presidente do colegiado, deputada Marina do MST (PT), o estado possui apenas duas profissionais em seus quadros, sendo que a necessidade para atender à demanda é de 270 nutricionistas.

Presidente do Conselho Estadual de Alimentação Escolar, Sandra Pedroso, detalhou que o estado possui cerca de 1,2 mil escolas e 750 mil alunos. “Daí a necessidade de haver pelo menos 270 nutricionistas. A gente precisa levar essa pauta adiante e construir esse diálogo, em parceria com a Alerj. Desejamos muito que, a partir de 2024, tenhamos mais pessoas para contribuir, diversificando os cardápios oferecidos aos estudantes”, disse.

“Precisamos fazer uma cobrança clara para o governo garantir a contratação desses profissionais. Há uma demanda muito grande para apenas duas nutricionistas”, ponderou a deputada Marina.

Marina do MST também afirmou que a Comissão solicitará que as cozinheiras escolares passem por cursos de capacitação, a fim de aumentar a segurança do trabalho, além de fiscalizar o cumprimento da Lei Federal 11.947, que determina que pelo menos 30% dos recursos repassados a estados e municípios pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) sejam destinados à agricultura familiar.

“Temos recebido relatos de muitas escolas sobre a situação crítica da alimentação escolar em nosso estado, tanto em relação à qualidade quanto à quantidade. É obrigação do poder público assegurar a alimentação escolar a todos os estudantes da rede básica de ensino”, acrescentou Marina.

Recursos à agricultura familiar

De acordo com dados apresentados pela Comissão na audiência, nos últimos 12 anos apenas 1% dos recursos provenientes do Pnae foram destinados à aquisição de insumos da agricultura familiar. Em 2023, o programa foi reajustado pelo Ministério da Educação, que disponibilizará, para todo o país, R$ 5,5 bilhões, ao longo de 2023. O Rio de Janeiro receberá, aproximadamente, R$ 343 milhões.

Também foi anunciada a criação de um grupo de trabalho, do qual participarão a Comissão e entidades representativas de profissionais da educação, para cobrar e propor soluções com o objetivo de garantir a segurança alimentar dos estudantes da rede pública. Os encaminhamentos propostos na audiência serão enviados, por meio de ofício, à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).

A Coordenadora de Alimentação Escolar da Seeduc, Lívia Ribeira, ressaltou que as políticas públicas em prol da segurança alimentar nas escolas existem e que é preciso executá-las de maneira eficiente. “Trabalhamos para garantir que os alunos consigam se alimentar na escola e que os agricultores familiares possam escoar suas produções. O recurso existe, a obrigatoriedade de adquirir do pequeno produtor também. Estamos lutando para melhorar nossa atuação em todos os quesitos”, destacou.

Também participaram da audiência a superintendente das Regionais Administrativas da Seeduc, Maria José Ribeiro; a coordenadora do Observatório de Alimentação Escolar (OAE), Mariana Santarelli; a representante do Conselho Regional de Nutrição (CRN), Caroline Morgado; e a diretora do Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), Cristiane Rodrigues.